terça-feira, 23 de março de 2010

Acção de Protesto dia 24 de Março


(Clicar nas imagens para aumentar)


Se não concordas com:

-Propinas cada vez mais elevadas
-Processo de Bolonha praticado
-Cada vez menos Direitos dos Trabalhadores Estudantes
-Desinvestimento no Ensino Superior
-Menos Acção Social


Revolta-te, Manifesta o teu descontentamento enviando um e-mail directamente ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior: mctes@mctes.gov.pt
Não te cales!

terça-feira, 16 de março de 2010

Convocatória: Assembleia-Geral de Alunos

Convocatória

Assembleia Geral de Alunos

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral de Alunos da Associação Académica da Guarda, com base no Artigo 45º dos estatutos da AAG, vem por este maeio convocar uma Assembleia Geral de Alunos, a ter lugar no auditório da AAG, no dia 18 de Março (Quinta -feira), pelas 22h, com a seguinte ordem de trabalhos:

Ponto 1- Apresentação para discussão da proposta de participação na manifestação Nacional agendada para o dia 24 de Março.

Ponto 2- Outros assuntos.

Contamos com a tua presença,

Aos, 08 de Março de 2010

O presidente da Mesa da AGA

Filipe Rebelo

VIII Festubi: Covilhã

(clicar na imagem para aumentar)

segunda-feira, 15 de março de 2010

AAG na Imprensa: Jornal Nova GUARDA

De 30 de Abril a 9 de Maio

Semana Académica da Guarda entre as melhores do País


A Semana Académica da Guarda vai inovar este ano, com uma aposta num modelo único de 10 dias contínuos de festa e dois fins-de-semana muito fortes. Ena Pá 2000 e Quim Barreiros são presenças já confirmadas, mas uma grande banda do rock português, á muito aguardada pelos estudantes da Guarda, está também na calha do programa da Semana Académica 2010.


Será a maior Semana Académica de sempre e antecipa-se a outros grandes eventos académicos com uma aposta num programa que abrange dois fins-de-semana.

O modelo, escolhido pela direcção da Associação Académica da Guarda, promete vir a ser copiado por outras academias do País, acredita Marco Loureiro, presidente da AAG, que considera o planeamento da Semana Académica da Guarda uma inovação ao nível do que se vem fazendo nas Semanas Académicas e Queimas das Fitas de Norte a Sul.

Entre 30 de Abril e 9 de Maio a festa é dos estudantes da Guarda, e grandes bandas têm presença assegurada pela cidade mais alta. Para já estão confirmadas as presenças dos Ena Pá 2000 (a 30 de Abril) e do já mítico Quim Barreiros (a 6 de Maio), mas outras grandes bandas portuguesas estão praticamente asseguradas, ainda que Marco Loureiro não queira adiantar nomes. Certo será que os Xutos e Pontapés não farão parte do cartaz da Semana Académica da Guarda, porque ainda muito recentemente cá estiveram, mas o rock será assegurado por uma outra grande banda portuguesa.

“Dando continuação às grandes apostas desta direcção nas duas edições anteriores, apresentamos para 2010 a maior Semana Académica desde a existência desta Associação”, assegura Marco Loureiro, adiantando que o orçamento ronda os 190 mil euros. “Com o novo modelo estrutural de dias, esta academia vai estar novamente entre as melhores quatro semanas académicas do País”, acredita o presidente da AAG.

Programa provisório

Este ano a Semana Académica da Guarda arranca a 30 de Abril, Sexta-feira, com os Ena Pá 2000, no pavilhão do Nerga, para onde está agendado um outro concerto no Sábado, 1 de Março. No Domingo haverá a Missa de Finalistas, no campus do IPG, e a animação nocturna seguirá com Dj´s no Bar Bacalhau (na AAG). A Segunda-feira, dia 3, é preenchida com uma tarde Desportiva e noite de Jantar e Baile de Gala para os finalistas. Terça, dia 4, realiza-se o Enterro do Caloiro, e haverá animação com Dj’s conhecidos numa discoteca da Cidade. Quarta-feira, dia 5, terá lugar a Serenata Monumental, na Sé catedral, e a partir de Quinta-feira a festa regressa ao Pavilhão do Nerga. A Semana Académica 2010 da academia da Guarda termina no Domingo, 9 de Março, com o tradicional Desfile Académico pelas ruas da Cidade, e a Noite do Resistentes no Bar Bacalhau.

Todas as novidades relativamente ao programa da Semana Académica da Guarda para este ano podem ir sendo acompanhada através do site www.semanaacademica.org, que a Associação Académica da Guarda criou para divulgar outras novidades do cartaz de 2010.

O bilhete geral para estudantes sócios da AAG, apesar do aumento do número de dias da Semana Académica, vai manter-se nos 30 euros.

terça-feira, 9 de março de 2010

AAG na imprensa: Novos Órgãos Sociais da AAG já tomaram posse

Aquisição de uma carrinha e pavimentação da esplanada são os principais projectos da AAG

Marco Loureiro critica política do Governo para o ensino superior


Marco Loureiro foi eleito para um terceiro mandato consecutivo

Marco Loureiro, reeleito presidente da Associação Académica da Guarda (AAG), considerou na semana passada, na tomada de posse dos novos órgãos sociais, que o reforço de 100 milhões de euros recém-anunciados para o ensino superior foi uma «encenação».

Num discurso muito crítico para com o ministério tutelado por Mariana Gago, o dirigente falou ainda na questão das propinas e numa acção social «ineficaz». Os referidos 100 milhões são «um valor que apenas recupera os níveis de financiamento de 2005 e nem servirão sequer para cobrir os défices acumulados pelas instituições nos últimos anos», afirmou o presidente da AAG, ao referir que existe «um estrangulamento financeiro na ordem dos 200 milhões de euros». Para Marco Loureiro, que inicia o seu terceiro mandato, há uma «degradação profunda da qualidade do ensino». Referindo-se às propinas e constatando que a percentagem de alunos de baixos rendimentos no ensino superior diminuiu um terço entre 1995 e 2005, Marco Loureiro disse ainda que «transferiram-se para os alunos e suas famílias estes encargos, destruindo progressivamente a generalidade do acesso».

Além disso, o programa de empréstimos bancários «chegará em 2010 aos 130 milhões de euros, congregando mais de 10 mil estudantes que sairão para o mercado de trabalho endividados». Relativamente aos projectos da AAG, destacou a pavimentação da esplanada e a aquisição de uma carrinha de oito lugares. Na cerimónia foi ainda referido que a dívida da AAG foi reduzida de 51 mil euros para 8.750 em dois anos. Na tomada de posse, onde estiveram o presidente da Câmara e o Governador Civil, interveio também o presidente do Instituto Politécnico da Guarda (IPG).
Jorge Mendes disse concordar com algumas das críticas do estudante e «outras não». Mas apenas fez referência a uma: «Sou claramente favorável à questão das propinas. Questão distinta é a fórmula de pagamento», exemplificou. O presidente do IPG aproveitou para anunciar a cedência de material, numa «prenda» à AAG – um piano eléctrico, uma tela de projecção, um computador, um monitor e um computador portátil.

AAG na Imprensa: Jornal A GUARDA

Edição de 04-03-2010 - Jornal A Guarda


Associação Académica da Guarda

Marco Loureiro fica na história por ter sido eleito três vezes consecutivas

O presidente da Associação Académica da Guarda (AAG), Marco Loureiro, que na quarta-feira, 24 de Fevereiro, tomou posse para mais um mandato, considerou o momento histórico porque “pela primeira vez, o mesmo presidente é eleito três mandatos consecutivos”.
No seu discurso, disse ter “perfeita consciência da responsabilidade que nos foi entregue pelos alunos que votaram e apostaram mais uma vez em nós”, assumindo que a reeleição “demonstra bem” o trabalho, a dedicação, a honestidade e a determinação “que temos tido em prol dos interesses dos alunos que representamos, do Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e de todo o distrito”.
“Esta Associação tem, cada vez mais, um importante papel a desempenhar na construção de um ensino democrático, com qualidade, onde a cultura, o desporto e a cidadania estejam de mãos dadas ao longo do nosso percurso académico”, afirmou, prometendo “continuar a construir um modelo de associativismo que dignifique sempre positivamente o movimento estudantil”.

Para o novo mandato, Marco Loureiro anunciou a concretização de vários projectos, dos quais destacou “a pavimentação da nossa esplanada, em conjunto com a presidência do IPG, a aquisição de uma carrinha de 8 lugares para servir todas as nossas secções desportivas e culturais”, sendo também certo que “apostaremos fortemente no desporto, na cultura e em acções de carácter social”.

O dirigente também garantiu que “a política educativa no IPG e a nível nacional não vão ser esquecidas” e que da presidência do Instituto espera “continuar a ter esta tão boa relação e cooperação, que tem unido o nosso Instituto, sem nunca esquecer a nossa independência e as nossas diferenças institucionais”. “A via do diálogo tem sido o melhor meio que esta associação tem utilizado, trazendo muitas vitórias para os estudantes nas nossas constantes reivindicações. Assim queremos continuar”, prometeu.

“Aos Guardenses, aos empresários, às diferentes entidades públicas e privadas, à Câmara Municipal, queremos deixar mais uma vez um apelo: não virem costas ao IPG, não deixem que pequenas rivalidades, discordâncias e birras sejam mais importantes que ter um grande Instituto, que atraia mais estudantes a este nosso Interior, para que o investimento, o desenvolvimento local e o combate à desertificação não seja uma ilusão, mas sim uma realidade”.

Entretanto, Marco Loureiro aproveitou a presença do Governador Civil para “deixar algumas criticas e recomendações” ao Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago. “O Governo ficou marcado no início deste mandato pela encenação em torno dos 100 milhões de euros do contrato de confiança estabelecido com Universidades e Politécnicos. Contudo, este valor apenas recupera os níveis de financiamento de 2005 e nem servirá sequer para cobrir os défices acumulados pelas instituições nos últimos anos. Assim, assistimos a um estrangulamento financeiro na ordem dos 200 milhões de euros, atirando as instituições de ensino para um cenário de total sub-financiamento, implicando o encerramento de serviços e espaços, o despedimento de funcionários e professores e a degradação profunda da qualidade do ensino”, denunciou.

O presidente do IPG, Jorge Mendes, também presente na cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos sociais da AAG para 2010, falou das boas relações institucionais existentes e mostrou-se disponível para as manter.
Jorge Mendes aproveitou o momento para entregar várias prendas à AAG que já tinham sido prometidas: um piano eléctrico, uma tela de projecção e dois computadores (um de mesa e outro portátil).

AAG na imprensa: Novos Órgãos Sociais da AAG já tomaram posse

Apelo à união na tomada de posse dos novos órgãos da Associação Académica da Guarda


Marco Loureiro não quer “birras” a prejudicar Instituto


Marco Loureiro apelou às entidades para que“não virem as costas ao Instituto Politécnico da Guarda”

Marco Loureiro, aluno do curso de Animação Sociocultural, da Escola Superior de Educação Comunicação e Desporto (ESECD), foi empossado, pela terceira vez consecutiva, presidente da Associação Académica da Guarda (A.A.G.). No discurso de tomada de posse do novo executivo da A.A.G., o presidente dos estudantes salientou a importância do “momento histórico que a eleição representa”, lançou duras críticas ao “estrangulamento financeiro das instituições de ensino superior” e apelou à união como única forma de fortalecer o Instituto.

A terceira tomada de posse consecutiva de Marco Loureiro, enquanto presidente da A.A.G., ficou marcada por um discurso bidireccional, elogioso para com as entidades da Guarda, e crítico relativamente às políticas educativas do Governo, num País que é “o terceiro da Europa onde as propinas são mais caras”.

“Assistimos a um estrangulamento financeiro na ordem dos 200 milhões de euros, que atira as instituições de ensino para um cenário de total subfinanciamento e que implica o encerramento de serviços e espaços, o despedimento de funcionários e professores e a degradação profunda da qualidade do ensino”, lembrou o presidente da A.A.G.

Além disso, Marco Loureiro criticou ainda a solução encontrada pelo ministro da Ciência e do Ensino Superior, Mariano Gago, uma vez que os empréstimos bancários, especialmente direccionados para estudantes, vão fazer com que mais “de 10 mil estudantes saiam para o mercado de trabalho endividados”.

“A luta contra este modelo de propinas, por uma acção social mais justa, a luta pelos direitos dos trabalhadores estudantes, a necessidade de um ensino mais plural, mais crítico e construído por todos é algo que esta Associação e todo o movimento estudantil não vão, nem podem, deixar de reivindicar”, referiu o presidente da A.A.G.


“Todas as nossas relações têm sido marcadas pelo respeito”

Contudo, o discurso do recém-eleito presidente da A.A.G. não conteve apenas tiros. Além das críticas para o exterior, leia-se direccionadas para fora das fronteiras do Distrito, Marco Loureiro fez questão de salientar as “excelentes relações com o Instituto Politécnico da Guarda (I.P.G.)” assim como com todas as entidades presentes, a quem deixou um apelo de união “em prol dos estudantes da Guarda”.

“Aos guardenses, aos empresários, às diferentes públicas e privadas, à Câmara Municipal da Guarda queremos deixar, mais uma vez, um apelo: não virem as costas ao I.P.G., não deixem que pequenas rivalidades, discordâncias e birras sejam mais importantes que ter um grande Instituto capaz de atrair mais estudantes para este interior”, apelou o dirigente.

Numa referência ao próximo mandato, e que será o seu último à frente dos destinos da A.A.G., “Marcão”, como é conhecido no meio estudantil, estabeleceu vários objectivos, entre os quais a pavimentação da esplanada da Associação.

“Para este mandato temos vários projectos, dos quais destaco a pavimentação da esplanada, em conjunto com a presidência do I.P.G., a aquisição de uma carrinha de oito lugares, para servir as nossas secções desportivas e culturais, assim como continuaremos a apostar fortemente no desporto, na cultura e em acções de carácter social”, concluiu.

O presidente do I.P.G., Jorge Mendes, destacou que “a relação institucional entre as duas entidades tem sido pautada pelo respeito”, num ambiente em que “se respeita a diferença e se cultiva o diálogo”.

Aproveitando a ocasião o presidente do Politécnico fez questão de “cumprir uma promessa antiga” e, em jeito de presente pelo trabalho desenvolvido, ofereceu à A.A.G. um computador portátil, que se juntou a um computador de mesa e uma tela de projecção oferecida pela ESECD.

OS ÓRGÃOS

O presidente da A.A.G. é Marco Loureiro, tendo como vice-presidente Vasco Roque. Cátia Madeira é vice-presidente pela Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto, Ricardo Arede pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Nuno Ramos pela Escola Superior de Turismo e Hotelaria e António Borges pela Escola Superior de Saúde.

O tesoureiro é, uma vez mais, Márcio Moreira, enquanto Marina Gabriel e Cátia Figueiredo desempenham as funções de 1ª e 2ª secretárias, respectivamente.

Filipe Rebelo é o presidente da Assembleia-Geral, que conta também com Mickael Silva, 1º secretário, e Patrícia Alves como 2ª secretária.

No Conselho Fiscal, Álvaro Neves é o presidente, enquanto Sandrina Figueiredo desempenha as funções de relatora e Viviana Neto de secretária.

Devido à reestruturação da A.A.G., para este mandato a Academia está dividida em três secções. Na secção Cultural e Desportiva João Bica é o director, enquanto Mónica Lopes é a directora da secção de Comunicação e Informação. Nuno Sousa é o responsável pela Política Educativa e Acção Social.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Convocatória: Assembleia-Geral de Alunos

Convocatória

Assembleia Geral de Alunos

Dando cumprimento aos estatutos da Associação Académica da Guarda, venho deste modo convocar todos os alunos do Instituto Politécnico da Guarda, para uma Assembleia Geral de Alunos a realizar no dia 23 de Fevereiro de 2009, no auditório da AAG pelas 22h, com a seguinte ordem de trabalho:

Ponto 1- Informações;

Ponto 2- Apresentação e votação do relatório de contas da Associação Académica da Guarda correspondente ao ano 2009;

Ponto 3 – Outros assuntos;

Sem outro assunto de momento, despeço-me com saudações Académicas,

Contamos com a tua presença,

O Presidente da mesa da AGA da AAG

Davide Fonseca

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

AAG na Imprensa

Dirigente considera entrar num terceiro mandato com «votação histórica» no Politécnico

Marco Loureiro reeleito na Associação Académica da Guarda

O único candidato à presidência da Associação Académica da Guarda (AAG) foi reeleito, na passada quinta-feira, com 96 por cento dos votos escrutinados, tendo votado nestas eleições 1.336 dos mais de 3.000 estudantes do Politécnico local.

Trata-se do terceiro mandato de Marco Loureiro, que liderou a lista D. O aluno de Animação Sociocultural afirma que esta foi uma «votação histórica, pois como lista única, dos 1.336 alunos que votaram, 1.284 fizeram-no na lista D, demonstrando claramente que saímos reforçados nestas eleições». Evocando escrutínios anteriores, o dirigente destaca uma «ligeira subida» da votação e diz tratar-se de um resultado «nunca visto na história» da academia.
Em comunicado, Marco Loureiro declara-se «satisfeito com tanta afluência às urnas, sendo clara a motivação que esta lista tem conseguido passar para todos os sectores da academia ao longo dos dois mandatos anteriores».

sábado, 16 de janeiro de 2010

Jornal "O Interior": Entrevista a Marco Loureiro


Jornal "O Interior": http://www.ointerior.pt/



Cara a Cara - Entrevista: Marco Loureiro

«Deve ser criada uma publicidade da Guarda e do IPG bem mais viva»



P – O que justifica um terceiro mandato na Associação Académica da Guarda?

R – O pagamento das dívidas está a 85 por cento e acho que esta direcção merecia um terceiro mandato bastante mais calmo, para nos dedicarmos a outros projectos, que não só esta liquidação de dívidas.

P – Nesse sentido, a situação da dívida da Associação está controlada? Qual é o montante?

R – Neste momento faltam pagar cerca de oito mil euros. Há uma situação pendente, que é a do Hotel Turismo, onde temos uma dívida de cerca de quatro mil euros. Estamos a tentar chegar a um acordo, em parceria com a Câmara da Guarda, que vai ficar com o hotel para novos projectos. Se essa situação acontecer, será uma mais-valia para nós e é uma ajuda que a Câmara nos daria e que receberíamos com agrado. Portanto, a situação está bastante estável e estes oito mil euros serão liquidados dentro de um ano. Temos todas as condições para ter um mandato bastante calmo a nível financeiro, sem deixar de arriscar noutros projectos muito mais elevados.

P – E o que ainda falta fazer? Quais são os grandes projectos previstos para este mandato?

R – A Associação gostaria de adquirir uma carrinha de nove lugares a curto prazo. Devemos ser das poucas academias do país que não tem uma carrinha para transporte próprio. Neste momento são os nossos carros particulares que vão para todo o lado e esta carrinha seria útil também para servir alguns grupos desportivos e culturais do IPG. Ao lado da sede da Associação queremos, a partir de Março, acimentar a esplanada e dar um espaço de lazer e de estudo diferente aos alunos. Posteriormente, queremos levar a cabo um projecto mais arrojado, mas que não é impossível, que é trazer areia para a cidade mais alta do país. Queremos fazer um recinto desportivo ao ar livre com areal, um projecto que não tem um custo assim tão elevado. Gostaríamos também de ter um Instituto mais aberto à comunidade, criando uma agenda cultural da própria Associação, em parceria com outros grupos culturais e desportivos do distrito, para trazer mais pessoas ao IPG. Há dois anos atrás, prometi que a Associação iria fomentar uma gestão participativa, em que os alunos davam ideias e nós púnhamos esses projectos no terreno. Mas passamos este tempo todo na sede a tratar de papelada e das próprias contas da Associação, pelo que reconheço que tivemos algumas falhas nesse sentido. Ora, no próximo mandato queremos ter outro contacto com os estudantes e as suas ideias. Vamos também reestruturar a Associação, passando de 110 para 52 elementos, para que o trabalho seja muito mais valorizado e menos disperso. Por fim, queremos aproximar mais do Instituto algumas entidades da cidade, nomeadamente a Associação Empresarial da Guarda, que deve ver os estudantes do IPG como a sua futura mão-de-obra. Este vai ser um ano em que vamos aparecer muito, fora das habituais festas académicas, com debates abertos à comunidade.

P – O que pensa do facto de não ter tido concorrência nestas duas últimas eleições?

R – Não podemos obrigar as pessoas a concorrer, mas parece-me que eu e alguns elementos da minha equipa reunimos bastante consenso na academia. Por isso, enquanto aqui estivermos, acho difícil haver uma lista alternativa e propostas bastante diferentes das que apresentamos. Ao mesmo tempo, reconheço que há uma oposição por parte de alguns alunos, a quem digo sempre que, se estão descontentes com o nosso trabalho, passem das palavras à acção e formem listas. A própria Associação facilita toda a documentação e os estatutos, mas na hora da verdade eles afastam-se. A verdade é que estamos a formar novos dirigentes estudantis, apostando em colocar alunos mais novos em cargos de elevada responsabilidade para que daqui a um ano, quando o “núcleo duro” se for embora, possam apresentar uma alternativa. Quanto aos outros, as pessoas devem procurar o associativismo se assim o entenderem e não lhes vamos impor nada.

P – O que faltar ao IPG enquanto instituição?

R – Precisamos de mais apoio financeiro por parte do Estado. Quando a presidência nos informar do valor, a Associação Académica da Guarda irá tomar posição se achar que, mais uma vez, a nossa instituição não teve o financiamento merecido. Somos o motor económico desta cidade e do distrito e temos que ser vistos com outros olhos. Esta cidade sem estudantes é uma cidade sem vida. Por outro lado, há alguns cursos que deveriam ser reestruturados e apostar-se noutros. Tem que se criar um grupo de estudo, onde a Associação também deve estar, e, em conjunto com os outros Politécnicos da região, encontrar-se uma forma de não criar os mesmo cursos. Ora, isso faz com que os estudantes não queiram deslocar-se para outras cidades, principalmente para a Guarda, que é vista como uma cidade fria e sem vida, e alguns cursos acabam por fechar. Mas esta cidade precisa de criar uma marca para que os outros estudantes não tenham problemas em vir para cá e deve ser criada uma publicidade da Guarda e do IPG bem mais viva.

Jornal Nova Guarda: Entrevista a Marco Loureiro

Jornal regional NOVA GUARDA
Marco Loureiro, presidente da Associação Académica da Guarda em entrevista


“Depois de dois anos de trabalho árduo, merecíamos um mandato calmo”


A um dia de ser reeleito presidente da Associação Académica da Guarda (AAG), Marco Loureiro, candidato único ao acto eleitoral de quinta-feira, dia 14, faz uma análise transversal aos assuntos da academia do Instituto Politécnico da Guarda (IPG). Considera que é hoje melhor presidente do que era quando tomou posse pela primeira vez, num sufrágio recheado de polémica, e anuncia que este será o seu último mandato à frente dos destinos da AAG. Contudo, deixa uma garantia aos estudantes: a associação vai ficar limpa de dívidas durante o ano de 2010.


Nova Guarda (NG) – Quais foram os motivos que o levaram a recandidatar-se à presidência da AAG?

Marco Loureiro (ML) – Esta candidatura veio ao encontro de um trabalho realizado ao longo de dois anos, e que consistiu, essencialmente, na limpeza da casa. Por isso, penso que tanto eu, como a minha equipa, merecíamos ter um mandato calmo, com a possibilidade de mostrarmos tudo aquilo que queremos, e que passa por sairmos um pouco daqui, do gabinete, já que nestes dois anos estivemos muito tempo cá fechados, concentrados em arranjar maneiras de pagar as contas. Foi em grande parte por este factor que não tivemos um contacto tão directo com o aluno e, por isso, este é um dos lemas desta campanha, e que visa apelar à participação mais activa junto dos estudantes.

NG – Porque é que o “Marcão” é presidente da AAG?

ML – Se calhar porque me evidenciei, e também porque tenho alguma paciência, que se calhar outros não teriam nesta situação, o que dá uma visão mais abrangente de todos os sectores. Actualmente, com 28 anos, tenho um percurso associativo bastante longo, desde os meus 14 anos que estou inserido no fenómeno, e sempre tive esse “bichinho” e é uma coisa que faço com muito prazer. Hoje o “Marcão” é muito mais calmo, porque aprendi a dialogar, e antes não via, muitas vezes, no diálogo a solução.

NG – Está iminente o seu terceiro mandado enquanto presidente da AAG. O que é que ainda falta fazer pela instituição dos estudantes do IPG?

ML – Temos a vontade de adquirir uma carrinha para a AAG, porque, actualmente, os carros que funcionam são os nossos. Esta deve ser das poucas academias que tem 21 anos de história e não possui um transporte próprio para as suas deslocações. Se adquirirmos uma viatura podemos combater diversas dificuldades, nomeadamente ao nível dos grupos desportivos e da própria instituição, que não raras vezes precisa de fazer deslocar oito ou nove pessoas.

NG – Outra das grandes prioridades para este mandato é devolver o bar académico Bacalhau aos estudantes. Como é que está planeado todo este processo?

ML – Vamos querer dinamizar o Bacalhau, até porque a experiência destes dois anos diz-nos que o próprio Bacalhau muda mediante vários factores. E um desses factores é a diferença que se nota nos caloiros que anualmente entram para o IPG. Como dirigentes, temos que nos adaptar às novas realidades, e àquilo que os novos caloiros querem. Posso garantir que este vai ser um ano de actividades diferentes e apelativas no Bacalhau e, para os quais, vamos solicitar participação de todos os alunos do IPG.

NG – Evoca muitas vezes as “experiência dos últimos anos”. Quer com isto dizer que se considera melhor presidente do que quando assumiu a presidência da AAG?

ML - Não tenho a menor dúvida que foi uma aprendizagem importantíssima, porque todo este processo me valoriza profissionalmente, quer a mim, quer aos restantes elementos que me tem acompanhado até hoje. E essa experiência tem-se notado na formação que tem vindo a ser desenvolvida nesta academia. Os mais velhos vão ensinando os mais novos, o que faz com que esses elementos hoje possam ser eleitos para lugares de destaque na Associação.

NG – Este é o seu último mandato?

ML – Sim, não tenho qualquer problema em admitir. Conseguimos entrar para a história por diversos aspectos, como eu ser o único presidente, até hoje, que não usa traje. Apesar de inicialmente ter sido um pouco complicado, tenho estado sempre ao lado dos alunos porque passo aqui [na sede] cerca de 12 horas por dia.

NG – Qual é a situação financeira da AAG?

ML – As contas, neste momento, estão bastante estáveis. Já pagámos cerca de 85% das dívidas, estamos a falar de 51 mil euros, faltando liquidar apenas oito mil euros.

NG – Como é que foi gerir este processo?

ML - Foi muito complicado. Mas tivemos connosco um tesoureiro exemplar, na pessoa do Márcio Moreira que vai continuar na Associação. A Academia vai ficar com as contas todas em ordem, e quem vier a seguir vai encontrar uma situação financeira desafogada para poder fazer o que entender.

NG – Estima que neste mandado as dívidas acabem?

ML – Sem dúvida que vão acabar. Tivemos um pequeno retrocesso, com uma dívida ao Hotel Turismo de cerca de 4100 euros, que não estava no nosso orçamento. Neste momento estamos em negociações com a Câmara Municipal da Guarda, porque actualmente temos uma ligação muito mais forte com a autarquia, que nos está a tentar resolver o problema.

NG – A semana académica é o evento mais aguardado pelos estudantes. Depois de nas duas últimas edições em que, apesar das contingências financeiras, a Associação conseguiu apresentar um cartaz de ‘luxo’, como é que lança a próxima semana académica?

ML – Foi um risco, mas também não avançamos sem determinados apoios. A verdade é que foi um risco calculado, as bandas foram escolhidas a dedo e, se me é permitido dizer, os estudantes da cidade da Guarda necessitavam de eventos como estes. Relativamente à próxima semana académica, parece-me que não vai ficar aquém da do ano passado, por isso as pessoas podem contar com uma grande festa. É importante salientar que, já foi aprovado, no IPG, três dias livres para que os alunos possam participar, e isso é importante porque esta é uma festa dos alunos, e sem eles não faz sentido.


“TIVE INTERVENÇÕES DEMASIADO RADICAIS PARA OS PADRÕES A QUE A CIDADE ESTAVA HABITUADA”

NG – Quando assumiu a presidência da Associação Académica da Guarda houve quem temesse pela continuidade das tradições estudantis. Como é que lidou com esta situação?

ML – Para acabar, de uma vez por todas, com as suspeições este ano o lema dos nossos cartazes será “Academia Sempre, para contrariar o receio das pessoas que temiam que se eu fosse eleito acabaria com todas as tradições e ia criar diversos conflitos”.

NG – Ainda sente esse estigma?

ML – Não, as pessoas já me conhecem, e até posso dizer que foi um caminho fácil. O mais difícil foi nós chegarmos a diversas instituições e não sabermos de determinados aspectos [dívidas].

NG – Para muitos o “Marcão” chegou a presidente da AAG porque no primeiro ano a lista do adversário não cumpriu os requisitos, e porque não teve oposição no ano seguinte. Acha que estes factos enfraquecem a sua liderança?

ML - Todo o processo que envolveu a primeira eleição foi um processo louca, com acusações, e onde o próprio IPG ficou reticente à minha eleição. Mas, nós voltámos a ficar na história porque nesse ano vencemos nas urnas, e uma semana depois voltamos a vencer numa das maiores assembleias-gerais de alunos, em que eles voltaram a dar-nos a vitória. Agora, também posso dizer que se fosse eu a estar do outro lado, dificilmente conseguiria fazer uma lista para competir com esta. Porque esta lista tem todos os quadrantes necessários para ter força.

NG – Porque é que acha que as pessoas ficaram com essa imagem?

ML – Eu acho que foi por eu ter chegado à Guarda e ter tido algumas intervenções radicais, tendo em conta os padrões que a cidade estava habituada. Enquanto estudante cheguei a matar, e ataquei muita boa coisa que achava que devia ter sido atacada em anos anteriores, e se calhar o Instituto não teria alguns dos problemas que tem hoje. Fui muito duro, mas tinha que ser assim.

NG – Contudo, também havia alunos que temiam que Marco, por ser militante activo de um partido político, politizasse a academia...

ML – Qualquer dirigente Associativo toma decisões de esquerda, ainda para mais quando está ligado ao Associativismo, nem que seja pelo simples facto de se poder juntar para o bem daqueles que representam. Por exemplo o dia natural do estudante é um evento de esquerda. As pessoas ficaram descansadas quando viram que a política está a ser bem empregue na AAG, quer a de esquerda, quer a de direita. Não somos a Rússia, porque temos um pouco de tudo, e é isso que nos torna mais fortes.

NG – Tendo em conta a conjuntura económica, a Associação tem recebido pedidos de alunos com dificuldades?

ML – Sem dúvida. Posso dizer que a Associação ofereceu cerca de 30 kits a estudantes para que eles pudessem alinhar na praxe. Acho que isso foi muito importante, porque permitimos que alguns alunos que não têm possibilidades se juntassem aos seus colegas na praxe.


Por: André Sousa Martins www.novaguarda.pt

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Resultados finais das eleições AAG 2010

Informação da Comissão Eleitoral

Acta eleitoral das Eleições para os Corpos Sociais da AAG 2010


Aos quatorze dias do mês de Janeiro do ano de dois mil e dez, pelas vinte horas e dez minutos, reuniu na sala da Direcção da Associação Académica da Guarda, a Comissão Eleições para os corpos sociais da Associação Académica da Guarda dois mil e dez, para contar os boletins de voto das quatro urnas, espalhadas uma em cada escola do instituto Politécnico da Guarda.

Estavam presentes os alunos, Davide Fonseca aluno de Contabilidade, como Presidente da Comissão Eleitoral, Marco Loureiro do curso de Animação Sociocultural, como representante da LISTA D.

Contados todos os votos, apurou-se o seguinte resultado:

Total de votantes: Mil trezentos e trinta seis alunos

Lista D: Mil duzentos e oitenta e quatro votos, correspondendo a noventa e seis virgula um porcento

Brancos: Vinte e nove, correspondendo a dois virgula dois porcento

Nulos: Vinte e três, correspondendo a um virgula sete porcento

Nada mais havendo a tratar, deu-se como encerrada a reunião pelas vinte e uma horas e vinte minutos, da qual se lavrou a presente acta, que vai ser afixada pelas quatro escolas do Politécnico da Guarda, e vai ser assinada pelos membros da comissão eleitoral.

Aos, 14 de Janeiro de 2010

O Presidente da Comissão Eleitoral
(Davide Fonseca)

O representante da lista D
(Marco Loureiro)